{"id":313,"date":"2010-07-30T12:33:23","date_gmt":"2010-07-30T16:33:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sammyacury.com.br\/blog\/?p=313"},"modified":"2010-07-30T12:33:23","modified_gmt":"2010-07-30T16:33:23","slug":"artigo-publicado-no-caderno-lar-e-cia-em-2008-arquitetura-de-interiores-e-seus-estilos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sammyacury.com.br\/blog\/artigo-publicado-no-caderno-lar-e-cia-em-2008-arquitetura-de-interiores-e-seus-estilos\/","title":{"rendered":"Artigo publicado no caderno Lar e Cia em 2008: ARQUITETURA DE INTERIORES E SEUS ESTILOS"},"content":{"rendered":"<p>Quando iniciamos um projeto de arquitetura de interiores, a primeira<br \/>\niniciativa \u00e9 mostrar ao cliente todos os estilos praticados em decora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPreferencialmente, o cliente deve ser entrevistado para que se saiba ao<br \/>\ncerto o que pretendemos no projeto. Cabe ao profissional mostrar, atrav\u00e9s<br \/>\nde fotos, revistas e portif\u00f3lio, o que mais se assemelha ao que o cliente<br \/>\nsolicita.<br \/>\nA ado\u00e7\u00e3o de um estilo na decora\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada diretamente \u00e0 escolha do<br \/>\nmobili\u00e1rio e da decora\u00e7\u00e3o de fundo (elementos arquitet\u00f4nicos), ou seja, a<br \/>\nilumina\u00e7\u00e3o e a caracteriza\u00e7\u00e3o das paredes, piso e teto. Estas podem, por<br \/>\nsi s\u00f3, definir um estilo. No entanto, apenas este tipo de decora\u00e7\u00e3o pode<br \/>\ncausar no espa\u00e7o uma sensa\u00e7\u00e3o de frieza e de desligamento da personalidade<br \/>\nde seus moradores.<br \/>\nIsto n\u00e3o significa que ter uma cadeira ou um sof\u00e1 diferente do estilo do<br \/>\nrestante do mobili\u00e1rio comprometa a decora\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, o<br \/>\ncontraponto, pode resultar em eleg\u00e2ncia e beleza, conforme o jeito como \u00e9<br \/>\nsituado.<br \/>\nO importante num projeto de arquitetura de interiores, ou decora\u00e7\u00e3o, \u00e9 que<br \/>\nsejam respeitados os anseios, vontades e sonhos do cliente, pois, afinal,<br \/>\nele \u00e9 quem vai utilizar os espa\u00e7os.<br \/>\nPortanto, ao contratar um profissional, se o cliente tiver um elemento que<br \/>\ndestoe completamente da decora\u00e7\u00e3o, e que tem que compor o ambiente, n\u00e3o<br \/>\ntem problema. Este ser\u00e1 um desafio a mais para que seja criada uma sa\u00edda<br \/>\npara essa adequa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNada \u00e9 imposs\u00edvel em se tratando da busca da composi\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica de<br \/>\ninteriores. Algumas solu\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, podem sair do or\u00e7amento, enquanto<br \/>\noutras podem muito bem ser simples e n\u00e3o onerar a obra.<br \/>\nO ambiente deve ser projetado com base no gosto e rotina di\u00e1ria dos<br \/>\nmoradores. Sua defini\u00e7\u00e3o ocorre pelo acr\u00e9scimo imediato ou progressivo de<br \/>\ncomplementos utilit\u00e1rios ou decorativos, claro que a gosto de seus<br \/>\nmoradores, como um m\u00f3vel, objetos pessoais ou de refer\u00eancia familiar,<br \/>\nrecorda\u00e7\u00f5es de viagens, quadros, pinturas, etc. Assim, cada ambiente ser\u00e1<br \/>\n\u00fanico, uma vez que as pessoas s\u00e3o dotadas de gostos e costumes diferentes.<br \/>\nMais ainda, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel elaborar t\u00e9cnicas de ambienta\u00e7\u00e3o sem<br \/>\nlevar em conta um perfil de moradores.<br \/>\nO que determina a apar\u00eancia do espa\u00e7o \u00e9 o chamado conjunto harm\u00f4nico ou<br \/>\nestilo, ambienta\u00e7\u00e3o. Um estilo que n\u00e3o condiz com a ambienta\u00e7\u00e3o adequada,<br \/>\nou vice-versa, pode comprometer a sensa\u00e7\u00e3o de bem estar do espa\u00e7o. Assim,<br \/>\n\u00e9 inevit\u00e1vel que, de in\u00edcio, qualquer arquiteto de interiores, ou<br \/>\nprofissional que deseje montar um espa\u00e7o, conhe\u00e7a bem os costumes,<br \/>\nrotinas, desejos e predile\u00e7\u00f5es das pessoas que o integram.<br \/>\nL\u00f3gico que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso, pois nesta \u00e1rea h\u00e1 uma s\u00e9rie de outras coisas<br \/>\nque devemos conhecer, cada ambienta\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanica e cabe apenas \u00e0s pessoas<br \/>\ncertas. Portanto, n\u00e3o importa como ou de que forma vamos elaborar o<br \/>\nprojeto, isto n\u00e3o significar\u00e1 nada se o resultado final de nosso trabalho<br \/>\nn\u00e3o representar os anseios e necessidades das pessoas em um determinado<br \/>\nespa\u00e7o.<\/p>\n<p>Arq. Sammya Cury<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando iniciamos um projeto de arquitetura de interiores, a primeira iniciativa \u00e9 mostrar ao cliente todos os estilos praticados em decora\u00e7\u00e3o. Preferencialmente, o cliente deve ser entrevistado para que se saiba ao certo o que pretendemos no projeto. Cabe ao profissional mostrar, atrav\u00e9s de fotos, revistas e portif\u00f3lio, o que mais se assemelha ao que o cliente solicita. A ado\u00e7\u00e3o de um estilo na decora\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada diretamente \u00e0 escolha do mobili\u00e1rio e da decora\u00e7\u00e3o de fundo (elementos arquitet\u00f4nicos), ou seja, a ilumina\u00e7\u00e3o e a caracteriza\u00e7\u00e3o das paredes, piso e teto. Estas podem, por si s\u00f3, definir um estilo. No entanto, apenas este tipo de decora\u00e7\u00e3o pode causar no espa\u00e7o uma sensa\u00e7\u00e3o de frieza e de desligamento da personalidade de seus moradores. Isto n\u00e3o significa que ter uma cadeira ou um sof\u00e1 diferente do estilo do restante do mobili\u00e1rio comprometa a decora\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, o contraponto, pode resultar em eleg\u00e2ncia e beleza, conforme o jeito como \u00e9 situado. O importante num projeto de arquitetura de interiores, ou decora\u00e7\u00e3o, \u00e9 que sejam respeitados os anseios, vontades e sonhos do cliente, pois, afinal, ele \u00e9 quem vai utilizar os espa\u00e7os. Portanto, ao contratar um profissional, se o cliente tiver um elemento que destoe completamente da decora\u00e7\u00e3o, e que tem que compor o ambiente, n\u00e3o tem problema. Este ser\u00e1 um desafio a mais para que seja criada uma sa\u00edda para essa adequa\u00e7\u00e3o. Nada \u00e9 imposs\u00edvel em se tratando da busca da composi\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica de interiores. Algumas solu\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, podem sair do or\u00e7amento, enquanto outras podem muito bem ser simples e n\u00e3o onerar a obra. O ambiente deve ser projetado com base no gosto e rotina di\u00e1ria dos moradores. Sua defini\u00e7\u00e3o ocorre pelo acr\u00e9scimo imediato ou progressivo de complementos utilit\u00e1rios ou decorativos, claro que a gosto de seus moradores, como um m\u00f3vel, objetos pessoais ou de refer\u00eancia familiar, recorda\u00e7\u00f5es de viagens, quadros, pinturas, etc. Assim, cada ambiente ser\u00e1 \u00fanico, uma vez que as pessoas s\u00e3o dotadas de gostos e costumes diferentes. Mais ainda, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel elaborar t\u00e9cnicas de ambienta\u00e7\u00e3o sem levar em conta um perfil de moradores. O que determina a apar\u00eancia do espa\u00e7o \u00e9 o chamado conjunto harm\u00f4nico ou estilo, ambienta\u00e7\u00e3o. Um estilo que n\u00e3o condiz com a ambienta\u00e7\u00e3o adequada, ou vice-versa, pode comprometer a sensa\u00e7\u00e3o de bem estar do espa\u00e7o. Assim, \u00e9 inevit\u00e1vel que, de in\u00edcio, qualquer arquiteto de interiores, ou profissional que deseje montar um espa\u00e7o, conhe\u00e7a bem os costumes, rotinas, desejos e predile\u00e7\u00f5es das pessoas que o integram. L\u00f3gico que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso, pois nesta \u00e1rea h\u00e1 uma s\u00e9rie de outras coisas que devemos conhecer, cada ambienta\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanica e cabe apenas \u00e0s pessoas certas. Portanto, n\u00e3o importa como ou de que forma vamos elaborar o projeto, isto n\u00e3o significar\u00e1 nada se o resultado final de nosso trabalho n\u00e3o representar os anseios e necessidades das pessoas em um determinado espa\u00e7o. Arq. 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